Mais que um livro de antropologia acerca de uma sociedade indígena, de uma outra cultura que não a nossa, este livro se consuma como uma antropologia produzida pelos próprios sujeitos Tentehar Guajajara. Eles é quem dizem o que são e o acham que somos. Nesta obra, é a aldeia que está na cidade, é o tempo da aldeia que desacelera o relógio urbano, é o índio quem demonstra o quanto é selvagem a civilização moderna. Numa época em que o Estado nacional reúne forças, no intento de sufocar as vozes subalternas, estejam elas nas florestas, no campo ou nas cidades, o trabalho literário aqui apresentado, traz à luz um poderoso discurso político de resistência. Além de ser uma abrangente pesquisa etnológica sobre a memória, a identidade étnica e o trânsito indígena da aldeia para a cidade, A aldeia na cidade, nos revela os meandros de um modo de vida, ao nos levar pelo curso dos acontecimentos vividos.
Ismatônio de Castro Sousa Sarmento é mestre em Antropologia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Etnólogo indigenista e professor piauiense. Como pesquisador, tem se dedicado a desenvolver trabalhos antropológicos junto aos indígenas Tentehar-Guajajara e, atualmente, também, com os Ramkôkamekrá-Kanela, no Estado do Maranhão.
Mais que um livro de antropologia acerca de uma sociedade indígena, de uma outra cultura que não a nossa, este livro se consuma como uma antropologia produzida pelos próprios sujeitos Tentehar Guajajara. Eles é quem dizem o que são e o acham que somos. Nesta obra, é a aldeia que está na cidade, é o tempo da aldeia que desacelera o relógio urbano, é o índio quem demonstra o quanto é selvagem a civilização moderna. Numa época em que o Estado nacional reúne forças, no intento de sufocar as vozes subalternas, estejam elas nas florestas, no campo ou nas cidades, o trabalho literário aqui apresentado, traz à luz um poderoso discurso político de resistência. Além de ser uma abrangente pesquisa etnológica sobre a memória, a identidade étnica e o trânsito indígena da aldeia para a cidade, A aldeia na cidade, nos revela os meandros de um modo de vida, ao nos levar pelo curso dos acontecimentos vividos.
Ismatônio de Castro Sousa Sarmento é mestre em Antropologia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Etnólogo indigenista e professor piauiense. Como pesquisador, tem se dedicado a desenvolver trabalhos antropológicos junto aos indígenas Tentehar-Guajajara e, atualmente, também, com os Ramkôkamekrá-Kanela, no Estado do Maranhão.