Sete falas: ensaios sobre tipologias discursivas
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Sete falas: ensaios sobre tipologias discursivas
Jean Pierre Chauvin

Páginas

124

Formato

14x21

ISBN

978-65-5380-021-2

Ano de Publicação

2023

Acabamento

E-book

Falas são atos enunciativos modulados por artifícios e convenções datadas, ou seja, não são meros desdobramentos de sinceridade psicológica ou expressão identitária desprovida de técnica, mesmo quando se alega ingenuidade, modéstia ou desconhecimento. Elas se amparam em artefatos culturais, reúnem esquemas de argumentação tributários de outros discursos, pessoas, contextos e não prescindem de protocolos, normas e regras que condicionam as possibilidades históricas do pensar, dizer, fazer. O trabalho de Jean Pierre Chauvin, desdobramento de um olhar que perscruta, disseca e recompõe sete falas (autoritária, narcísica, autorreferencial, medíocre, especializada, prolixa e neoliberal), não negligencia esses elementos, mas mapeia seus horizontes, tópicos e interconexões, de modo que os enunciados não se autonomizam em relação aos agentes que os proferem, pois inventam o próprio agente como figuração discursiva. As falas são leituras de mundo e, ao mesmo tempo, frutos de silêncios, escolhas, apagamentos. Logo, são iniciativas restritas, precárias, provisórias, particulares mesmo quando ostentam ares de universalidade, amparam teleologias, sistematizam imperativos categóricos ou alicerçam as pretensões de exatidão das ciências. A despeito dessas condicionantes, também podem consumar sentenças edificantes, solidárias, inclusivas, instrutivas, aspecto que demarca sua ambiguidade e multiplica os seus efeitos sobre o leitor/ouvinte, sempre sujeito aos limites temporais da interpretação e aos autoritarismos de seu presente, que (des)valoriza passado e/ou futuro conforme regimes de poder, mais ou menos sutis, que funcionam como engrenagens sociais. (Cleber Vinícius do Amaral Felipe)
Jean Pierre Chauvin é professor Livre-Docente da Escola de Comunições e Artes, na USP, onde pesquisa e leciona Cultura e Literatura Brasileira (Colônia / Império / República). Atua nos programas de pós-graduação em Letras (EFLCH, UNIFESP) e Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (FFLCH, USP).
Falas são atos enunciativos modulados por artifícios e convenções datadas, ou seja, não são meros desdobramentos de sinceridade psicológica ou expressão identitária desprovida de técnica, mesmo quando se alega ingenuidade, modéstia ou desconhecimento. Elas se amparam em artefatos culturais, reúnem esquemas de argumentação tributários de outros discursos, pessoas, contextos e não prescindem de protocolos, normas e regras que condicionam as possibilidades históricas do pensar, dizer, fazer. O trabalho de Jean Pierre Chauvin, desdobramento de um olhar que perscruta, disseca e recompõe sete falas (autoritária, narcísica, autorreferencial, medíocre, especializada, prolixa e neoliberal), não negligencia esses elementos, mas mapeia seus horizontes, tópicos e interconexões, de modo que os enunciados não se autonomizam em relação aos agentes que os proferem, pois inventam o próprio agente como figuração discursiva. As falas são leituras de mundo e, ao mesmo tempo, frutos de silêncios, escolhas, apagamentos. Logo, são iniciativas restritas, precárias, provisórias, particulares mesmo quando ostentam ares de universalidade, amparam teleologias, sistematizam imperativos categóricos ou alicerçam as pretensões de exatidão das ciências. A despeito dessas condicionantes, também podem consumar sentenças edificantes, solidárias, inclusivas, instrutivas, aspecto que demarca sua ambiguidade e multiplica os seus efeitos sobre o leitor/ouvinte, sempre sujeito aos limites temporais da interpretação e aos autoritarismos de seu presente, que (des)valoriza passado e/ou futuro conforme regimes de poder, mais ou menos sutis, que funcionam como engrenagens sociais. (Cleber Vinícius do Amaral Felipe)
Jean Pierre Chauvin é professor Livre-Docente da Escola de Comunições e Artes, na USP, onde pesquisa e leciona Cultura e Literatura Brasileira (Colônia / Império / República). Atua nos programas de pós-graduação em Letras (EFLCH, UNIFESP) e Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (FFLCH, USP).

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