Nós pass(e)amos pelo tempo, ele nos atravessa. O tempo é mestre, porque ensina. É rei, à lá Gilberto Gil.
Ele, o tempo rei, é bondoso, porque nos permite aprender dele e com ele, interpelá-lo e interpretá-lo de alguma forma, tentando decifrar os enigmas de sua passagem em nós.
Assimilar estes tempos presentistas, ser sensíveis a ele, refletir suas problemáticas e mensagens cifradas, historicizá-lo; é esse o horizonte que esta obra se propõe a alcançar a partir deste hoje concreto, e assim quem sabe, tramar possibilidades de amanhãs mais bonitos, solidários e democráticos, sem desconsiderar a significância de nosso passado. Tempos que se misturam, portanto…
Frente à estas questões do presente, urgentes, qualquer pedagogia não nos serve. Há que se apostar, com convicção e esperança crítica em uma pedagogia crítico-holística, porque ambiciona uma educação como prática da liberdade como possibilidade em cenários distópicos. Daí que este texto constitua-se como um chamamento para tal. “Tempo rei, oh tempo rei, transformai as velhas formas do viver”e ajudai-nos a tramar outras formaspossíveis de viver-aprender, para além dos ditames neoliberais.