A cultura pop não pediu licença para ingressar na pesquisa histórica – e, aos poucos, vem se
legitimando como um objeto de estudo instigante. A música pop, o cinema, os quadrinhos,
os jogos, as performances, a presença pública de celebridades e outras ações e produções
culturais vêm sendo incorporados de maneira consistente ao repertório da historiografia.
Permanecem em aberto, contudo, questões relativas às consequências teóricas,
metodológicas e narrativas desse encontro.
Cultura pop e ação historiadora parte desse diagnóstico para examinar as conexões entre a
cultura pop e a experiência histórica, as temporalidades, a memória, o consumo, a política,
o gênero e a sexualidade. Ao mesmo tempo, discute de que maneira esse encontro tensiona
nossa relação com os arquivos, as fontes e os métodos, bem como as formas de produção e
circulação do conhecimento histórico, em diálogo com a história pública.
Reunindo textos clássicos de pesquisa e debates concebidos como ensaios coletivos em
presença, a obra articula pontos de vista distintos que têm em comum o exercício de
compreender a cultura pop não apenas como um conjunto de objetos passíveis de estudo,
mas como dimensão constitutiva da experiência contemporânea e como repertório de
linguagens e procedimentos capaz de inquietar o trabalho historiográfico.