O livro sustenta a tese de que o rap, no Brasil, configurou-se como uma espécie de consciência crítica da periferia e para a periferia. Seus praticantes e, em certo sentido, seu público, trabalharam na formulação de um campo simbólico, embora ao mesmo tempo prático, em que a voz e a produção musical sintetizaram a reflexão em torno de aspectos do mundo contemporâneo. Nesse processo, os rappers emergiram como vozes legítimas na abordagem e na produção de leituras sociais, assumindo, à sua moda, o papel de intérpretes/narradores de seu tempo, cuja matéria-prima é a da história imediata.
Roberto Camargos é doutor em História pela Universidade Federal de Uberlândia e atua profissionalmente como pesquisador, professor e documentarista. Sobre o universo hip hop escreveu o livro Rap e política (Boitempo, 2015) e dirigiu o documentário Vidas Cruzadas (Nóis, 2018).
O livro sustenta a tese de que o rap, no Brasil, configurou-se como uma espécie de consciência crítica da periferia e para a periferia. Seus praticantes e, em certo sentido, seu público, trabalharam na formulação de um campo simbólico, embora ao mesmo tempo prático, em que a voz e a produção musical sintetizaram a reflexão em torno de aspectos do mundo contemporâneo. Nesse processo, os rappers emergiram como vozes legítimas na abordagem e na produção de leituras sociais, assumindo, à sua moda, o papel de intérpretes/narradores de seu tempo, cuja matéria-prima é a da história imediata.
Roberto Camargos é doutor em História pela Universidade Federal de Uberlândia e atua profissionalmente como pesquisador, professor e documentarista. Sobre o universo hip hop escreveu o livro Rap e política (Boitempo, 2015) e dirigiu o documentário Vidas Cruzadas (Nóis, 2018).