Durante a Guerra Civil espanhola foi cunhado o termo “Quinta-Coluna”, que se referia a espiões que passariam informações acerca de estratégias, organização e ações do grupo governista de Manuel Azaña Dias para o inimigo, o exército de quatro colunas lideradas pelo general Francisco Franco. Tal expressão se disseminou pelo mundo e durante a Segunda Guerra Mundial, designando aqueles que serviriam como espiões de Alemanha, Itália e Japão, conhecidos, naquele momento, como “Súditos do Eixo”. Os ascendentes destes países no Brasil foram considerados por muitos como inimigos da pátria e passaram a sofrer com hostilidades, seja através dos periódicos impressos, programas de rádio, filmes, no campo literário, ou ainda, no teatro. No estado do Pará, o desenrolar da guerra contribuiu para a formação de um cenário que contava com a construção do inimigo e, como consequência, as acusações na imprensa, a formação de campos de concentração em cidade interiorana, espionagem aliada, passeatas estudantis e disputas políticas.