Pelas contas do rosário: sentidos da cidadania na Irmandade de Homens Pretos de Salvador no pós-abolição (1888-1930)
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LIVRO FÍSICO

E-BOOK

R$ 50,00

Pelas contas do rosário: sentidos da cidadania na Irmandade de Homens Pretos de Salvador no pós-abolição (1888-1930)
Mariana Mesquita

LIVRO FÍSICO

E-BOOK

R$ 50,00

Páginas

276

Formato

14x21

ISBN

978-65-5380-032-8

Ano de Publicação

2022

Acabamento

Brochura

“Nascidas na Europa medieval como associações leigas, as irmandades religiosas se espalharam pela América Portuguesa nos séculos XVII e XVIII. O papel dessas instituições na construção das identidades e solidariedades entre indivíduos de variada condição (escravos, libertos e livres), pertencentes aos mais diversos grupos socio-ocupacionais (artesãos, comerciantes etc.) e étnico-raciais (brancos, mestiços e negros, fossem crioulos ou africanos) já foi tema de diversas pesquisas acadêmicas. Fundadas na sociedade escravista setecentista e sobrevivendo às mudanças operadas ao longo dos séculos no império colonial português e nos estados nacionais surgidos dos processos de independência, as irmandades de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos se constituíram em espaços de auxílio mútuo, resistência e luta por reconhecimento e direitos para os negros. Essas confrarias já mereceram vários estudos, muitos deles centrados no período colonial e imperial da história do Brasil. O livro de Mariana Mesquita se destaca por reconstituir a ampla rede associativa na qual os Irmãos do Rosário estavam envolvidos e por operar com uma baliza cronológica incomum, debruçando-se sobre a dinâmica do Rosário dos Pretos do Pelourinho no pós-abolição. Na realidade, o trabalho de Mariana cobre toda a Primeira República, o que a leva a enfrentar as questões relacionadas ao contexto de separação entre Estado e Igreja e a consequente laicização das instituições sob o novo regime. Além disso, ela examina essa religiosidade negra em suas tensões com a ortodoxia e a hierarquia da Igreja Católica. Não foi à toa que o Rosário dos Pretos ganhou status de Venerável Ordem Terceira em 1899, reconhecimento de sua força e importância para a sociabilidade negra.” Aldrin Castellucci (Universidade do Estado da Bahia)
Mariana Mesquita é doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília. É graduada em História pela Universidade de Brasília, com habilitação em Bacharelado (2014) e Licenciatura (2015). Possui mestrado em História (2018), pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília.
“Nascidas na Europa medieval como associações leigas, as irmandades religiosas se espalharam pela América Portuguesa nos séculos XVII e XVIII. O papel dessas instituições na construção das identidades e solidariedades entre indivíduos de variada condição (escravos, libertos e livres), pertencentes aos mais diversos grupos socio-ocupacionais (artesãos, comerciantes etc.) e étnico-raciais (brancos, mestiços e negros, fossem crioulos ou africanos) já foi tema de diversas pesquisas acadêmicas. Fundadas na sociedade escravista setecentista e sobrevivendo às mudanças operadas ao longo dos séculos no império colonial português e nos estados nacionais surgidos dos processos de independência, as irmandades de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos se constituíram em espaços de auxílio mútuo, resistência e luta por reconhecimento e direitos para os negros. Essas confrarias já mereceram vários estudos, muitos deles centrados no período colonial e imperial da história do Brasil. O livro de Mariana Mesquita se destaca por reconstituir a ampla rede associativa na qual os Irmãos do Rosário estavam envolvidos e por operar com uma baliza cronológica incomum, debruçando-se sobre a dinâmica do Rosário dos Pretos do Pelourinho no pós-abolição. Na realidade, o trabalho de Mariana cobre toda a Primeira República, o que a leva a enfrentar as questões relacionadas ao contexto de separação entre Estado e Igreja e a consequente laicização das instituições sob o novo regime. Além disso, ela examina essa religiosidade negra em suas tensões com a ortodoxia e a hierarquia da Igreja Católica. Não foi à toa que o Rosário dos Pretos ganhou status de Venerável Ordem Terceira em 1899, reconhecimento de sua força e importância para a sociabilidade negra.” Aldrin Castellucci (Universidade do Estado da Bahia)
Mariana Mesquita é doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília. É graduada em História pela Universidade de Brasília, com habilitação em Bacharelado (2014) e Licenciatura (2015). Possui mestrado em História (2018), pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília.

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